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Quase 600 detentos fazem prova do Enem no Amazonas

 

Iniciou ainda pouco o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) no Amazonas. Aqui, 598 internos do sistema prisional do Estado realizam o certame nos municípios de Coari, Humaitá, Itacoatiara, Maués, Parintins, Tabatinga e Tefé, além da capital. As provas serão realizadas nesta terça (13) e quarta-feira (14).

Do total de inscritos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) neste ano, 514 são homens e 84 são mulheres. No ano passado o Enem PPL registrou 574 inscritos, entre 500 homens e 74 mulheres. Nas unidades prisionais da capital foram registradas 420 inscrições para este ano e 178 no interior. Os detentos do Amazonas participam do Enem desde 2012, que registrou na primeira edição um total de 234 internos inscritos. Nos anos seguintes o Sistema Prisional do Amazonas foi aumentando o número de participantes em cada edição com 340 em 2013 e 473 em 2014.

O exame para as pessoas privadas de liberdade segue o mesmo padrão aplicado aos alunos regulares do Ensino Médio, que foi realizado entre os meses de novembro e dezembro. Cada unidade tem um responsável pedagógico, servidor da Seap ou da Umanizzare Gestão Prisional, que realizou a inscrição via internet dos internos e que deverá conferir o resultado e comunicá-lo ao candidato.

Para o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, é importante que os detentos tenham a oportunidade de realizar o exame mesmo que estejam cumprindo suas penas. “Os internos já estão encarcerados e não devem ser privados de educação e de oportunidades que possam agregar conhecimento e experiências que estimulem à reintegração a sociedade. O Enem abre portas não só para o ensino superior, mas também para que obtenham a certificação do ensino médio, que por sua vez, abre portas para o ensino profissionalizante, ajudando na recuperação”.

Os responsáveis pedagógicos são os responsáveis pelo encaminhamento dos candidatos ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e demais sistemas relacionados à educação superior. Dependendo da nota obtida na prova, os inscritos poderão pedir a certificação do Ensino Médio ou concorrer a uma vaga de curso de ensino superior pelo Sisu ou Programa Universidade Para Todos (Prouni). Nas duas situações, os responsáveis pedagógicos farão contato com as famílias para cuidar da documentação e a Seap encaminha solicitação para a Vara de Execuções Penais (VEP), que analisa critérios como regime prisional, tempo de pena a cumprir, bom comportamento e outros fatores para autorizar o interno a cursar o ensino superior.

FONTE: PORTAL 24 HORAS

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