MP quer transferência de vereador acusado de pedofilia e de pagar propina para sair da cadeia à noite, no AM

O Ministério Público pediu a transferência do vereador Altenor de Lima Barbosa, preso na cidade de Jutaí, suspeito de abusar sexualmente e engravidar uma menina de 13 anos. Dessa vez, ele é acusado de pagar propina para policiais militares para sair da cadeia durante a noite.

A Rede Amazônica aguarda posicionamento do Comando da Polícia Militar sobre a denúncia envolvendo policiais lotados na delegacia da cidade.

Além do vereador, o filho dele, Andrei dos Santos Barbosa, e o ajudante Rosiberto Ferreira Trajano, que também estão presos na delegacia do município, estavam saindo da cela durante à noite, segundo a denúncia.

De acordo com o MP, eles se aproveitavam do horário em que apenas dois policiais militares tomavam conta do prédio.

Os três são acusados pelo Ministério Público de promover encontros sexuais com adolescentes e crianças. Uma menina de 13 anos teria engravidado do vereador e outra garota da mesma idade teria contraindo uma doença sexualmente transmissível.

O delegado Genilson Parente Arruda ouviu o depoimento de presos que dividem o espaço da carceragem com os acusados.

A Rede Amazônica teve acesso aos documentos. Um dos detentos afirmou que viu o vereador, o filho e o ajudante serem retirados da cela.

A situação teria revoltado os demais presos que tiveram de ser contidos com spray de pimenta por dois policiais militares.

Outro preso contou que as saídas da cela aconteciam sempre que o delegado saía. A cela era aberta por volta das 22 horas e fechada por volta das 4h da madrugada.

A promotora Christiane Dolzany Araújo denunciou Altenor, Andrey e Rosiberto e mais dois homens por abusar sexualmente de crianças e adolescentes.

A adolescente grávida e as demais vítimas estão sendo assistidas pelo Conselho Tutelar de Jutaí e por programas assistenciais da prefeitura.

O Ministério Público pediu à justiça, em agosto, que o vereador pagasse a alimentação da adolescente durante a gravidez. A criança nasceu no mês passado. A promotoria, então, pediu à Justiça que o parlamentar pague os custos da alimentação do bebê. O juiz Francisco Possidônio da Conceição ainda não respondeu ao pedido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *