Maioria dos detentos mortos na UPP respondia por tráfico de drogas e homicídio

Lista de crimes dos detentos mortos nesta sexta-feira (7) na UPP vai de roubo, receptação a tráfico de drogas a homicídios qualificados07/04/2017 às 21:24 – Atualizado em 07/04/2017 às 21:26

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Janderson Araújo da Silva, vulgo “Boca Rica”, um dos detentos assassinados, responde por furto, roubo e tráfico de drogas. Foto: Divulgação

Rafael SeixasManaus (AM)

Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) é possível verificar os crimes pelos quais respondiam os seis detentos assassinados nesta sexta-feira (7) na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus. Janderson Araújo da Silva, vulgo “Boca Rica”, conhecido como fiel escudeiro do criminoso Gelson Carnaúba, um dos líderes da facção criminosa “Família do Norte”, respondia por furto, roubo e tráfico de drogas.

Leonardo Almeida de Souza respondia por homicídio simples, homicídio qualificado e crimes de trânsito; Marcos Henrique Neves por homicídio e tráfico de drogas; Tiago de Araújo por homicídio qualificado, tráfico de drogas, furto qualificado, receptação e roubo majorado; Felipe Xavier Oliveira por tráfico de drogas; e Felipe Gonçalves Marques por crimes do Sistema Nacional de Armas.

Um racha entre o comando da FDN, que domina o tráfico de droga na capital e no sistema penitenciário, teria motivado as mortes na UPP. Em entrevista ao jornal A CRÍTICA, o secretário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cleitman Coelho, relatou que há uma semana o clima na unidade estava tenso.

“Devido a essa movimentação tomamos algumas providências e há dois dias as celas estavam trancadas, o que indica que os autores são os próprios parceiros dele”, disse Cleitman, se referindo à morte de “Boca Rica”.

Em nota enviada à imprensa, a Seap ressalta que não houve nenhum motim ou rebelião na unidade, tendo em vista que os internos não apresentaram oposição às forças policiais, reivindicações e nem danos ao patrimônio público.

Até o fechamento desta edição, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) permanecia no local realizando procedimento de contagem de internos. A ação foi acompanhada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Policiais civis também estavam na UPP, realizando as oitivas dos detentos que residem nas celas onde ocorreram os crimes. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram a perícia técnica na unidade prisional.

fonte: acritica.om

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