APROVADA A PEC 241, AGORA O CHORO É NACIONAL

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que quer tirar dos pobres para atender aos ricos, um ajuste fiscal que atua como Robin Hood às avessas.

Os deputados aprovaram em segundo turno, por 359 a 116, o congelamento do salário mínimo por 20 anos e a perda de centenas de bilhões de reais em saúde pública. Decidiram por colocar em risco o Sistema Único de Saúde, inviabilizar a expansão do acesso ao ensino superior, num sistema de teto que nunca foi usado em nenhum país do mundo nos moldes como está.

E isso é só uma parte da PEC 241, a PEC do fim do mundo. Está cada vez mais próximo um longo período de imobilização e ausência de investimentos em direitos básicos e que deveriam ser públicos, universais, gratuitos e de qualidade, segundo a constituição de 88. Caso a proposta passe pelo Senado, poderemos viver 20 anos de saúde e educação sendo precarizadas sistematicamente. Os próximos cinco governos eleitos ficarão impedidos de agir por uma investida de um governo ilegítimo e sem voto.

Temer quer garantir que seu principal pacote de maldades seja aprovado, e que, consequentemente, seu governo tenha caminho livre para seguir a agenda de retrocessos, que incluem a entrega do Pré-Sal às empresas estrangeiras e a privatização de nossas riquezas, a reforma previdenciária e a reforma trabalhista, que pretende soterrar os direitos dos trabalhadores.

Como disse a presidenta Dilma Rousseff em evento na UFRJ, o que está em jogo é quem fica com o que do orçamento público. Cortar de saúde, educação e programas sociais, mas manter os 224 bilhões anuais da chamada “Bolsa Empresário intactos diz muito sobre os interesses que norteiam o governo Temer.

Eu me mantive contra essa proposta desde o início, tentando propor, junto com meus colegas de bancada, outras saídas, que podem melhorar a economia do país sem atingir o bolso dos que têm menos. Seguirei defendendo os direitos, ao lado do povo, para impedir novos passo para trás. Exigimos respeito ao voto popular e a constituição brasileira.

PAULO TEIXEIRA