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O governador Omar Aziz revela que a meta é duplicar o número de leitos até o fim do ano |
O Governo do Amazonas deverá implantar até julho, 48 leitos de Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) em nove municípios. A medida, anunciada pelo governador Omar Aziz, faz parte do Plano de Reestruturação da Saúde do Governo do Estado que, dentre outras ações, visa melhorar a estrutura de saúde no interior, aumentando o nível de resolução dos problemas no próprio município, evitando, com isso, a transferência de pacientes graves para a capital.
“Primeiro tivemos que estruturar as unidades, reformando e ampliando as que já existiam e construindo hospitais onde não havia. Agora, vamos dotar essas unidades dos serviços essenciais”, observou o governador Omar Aziz.
Segundo ele, serão beneficiados, inicialmente, os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Manacapuru, Borba, Fonte Boa, Eirunepé, Carauari, Tabatinga e Lábrea. Mas até o final do ano, a meta é alcançar outros municípios, chegando a 80 leitos.
A ampliação, segundo Omar, faz parte de um projeto de melhoria da qualidade de saúde que envolve além da construção, a estruturação das novas unidades e humanização dos serviços, a partir da qualificação dos profissionais da saúde.
“Nosso projeto inclui capital e interior. Nos próximos meses vamos inaugurar hospitais em 14 municípios”, disse o governador, durante visita na manhã desta sexta-feira à maternidade Balbina Mestrinho, que também está sendo ampliada.
Cada município vai receber, em média, 5 leitos de UCI. Os equipamentos estão sendo aguardados para chegar ao seu destino em maio, tempo em que o Estado está preparando os profissionais que vão atuar nas unidades.
“Com a implantação desses leitos de UCI, o Governo do Estado começa a corrigir uma situação histórica, onde o atendimento intensivo em hospital limitava-se à capital”, destacou o secretário estadual de Saúde, Agnaldo Costa.
De acordo com o secretário Executivo de Saúde do Interior, Evandro Melo, as unidades de cuidados intensivos têm praticamente a mesma função da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ambas destinam-se ao atendimento de pacientes graves ou de risco de vida que dispõem de assistência médica e de enfermagem ininterruptas com equipamentos e profissionais preparados.
“A UCI é uma unidade intermediária, onde o paciente pode ser entubado e receber os cuidados necessários para reduzir o risco de morte. Uma pessoa com pneumonia grave, por exemplo, pode ser estabilizada. Somente se houver agravamento é necessária a transferência para uma UTI”, explicou.
Segundo ele, a dificuldade de implantar UTI no interior é por conta da escassez de profissionais. “Os equipamentos não são problema, pois são praticamente os mesmo da UTI, mas é necessário ter médico e enfermeiro intensivista. Temos dificuldade para contratar médicos para as especialidades mais comuns, quanto mais intensivista”, disse o secretário, ao ressaltar que com a aprovação recente da Lei Estadual que especifica o salário do médico de acordo com a distância onde ele for trabalhar, o Governo do Estado espera conseguir reverter esse quadro.
Nos últimos sete anos, o Amazonas aumentou em 386% o número de leitos de UTI, saindo de 82, em 2003, para 399, no final de 2009. Desse total, 231, ou seja, 58% pertencem à rede estadual e os 42% restantes à rede particular, municipal e federal juntas. Segundo a Susam, os leitos de UTI da rede estadual representam 7,6% do total de leitos gerais existentes. O número está acima do que é estipulado pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS).
“A proporção ideal é que o número de UTIs seja de 4% a 6% do total de leitos gerais”, comentou o secretário Estadual de Saúde, Agnaldo Costa.
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